


Às vezes, o choro é só choro, só isso, nada mais. Porque, às vezes, isso basta-lhe. Às vezes ser choro é ser só choro. E isso já é muito importante.
Nota: para quem se estiver ainda a questionar, não, não estou a chorar, não chorei hoje, nem ontem nem anteontem e nem no dia antes.
Antony & the Johnsons - I am a Bird Now
Sem palavras, qualquer coisa que eu não consigo explicar, mas que é bom, é muito bom...
Quando se ouve, não se acredita.



Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando contornando
A imensa curva norte sul
Vou com ela viajando
Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando
é tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo
Um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo
Sereno indo
E se a gente quiser
Ele vai pousar
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
De uma América à outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E se faco chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá


Somersault é uma história de aprendizagem de uma jovem que irá conhecer o verdadeiro significado do amor, da família e da amizade.
Este filme australiano realizado por Cate Shortland, conta-nos a história de uma jovem de 16 anos, Heidi, que vive para encontros sexuais fortuitos, uma forma de combater o medo que tem de ficar sozinha.
Heidi foge de casa após ter sido apanhada com o namorado da mãe, pela própria mãe. Viaja, então, de Camberra, para Jindabyne onde consegue emprego numa bomba da BP. Conhece Irene e Joe, que a ajudarão a perceber o poder do perdão e a aprender que tem mais para dar do que poderia imaginar.
A história é bonita, os actores são bons, a paisagem é bonita e a fotografia é excepcional. Outra coisa muito boa é a banda sonora, dos Decoder Ring.
Ganhou 13 prémios do Australian Film Institute, entre os quais Melhores Filme, Realização, Melhor Actriz, Melhor Actor e Argumento.
Vale a pena ver! Mesmo!



"Mar adentro, mar adentro, y en la ingravidez del fondo, donde se cumplen los sueños, se juntan dos voluntades para cumplir un deseo.Tu mirada y mi mirada como un eco repitiendo sin palabras: más adentro, más adentro, hasta el más allá del todo por la sangre y por los huesos.Pero me despierto siempre y siempre quiero estar muerto para seguir con mi boca enredada en tus cabellos."

